Foi uma indicação? Foi. Costumo realmente checar as
indicações que recebo, e que bom, resolvi seguir também esta indicação, li
“Criança 44” a obra de estréia do autor Tom Rob Smith.
Qualquer elogio a obra seria um tanto quanto repetitivo,
abrir o livro, entendam a metáfora, é como mergulhar em uma penseira, e voltar
a União Soviética pós-segunda guerra mundial, num período onde tudo estava em
volta do estado, do poder e liderança de Stalin, um tempo e um lugar sem
falhas, onde não eram admitidas subversões sem motivos aceitáveis aparentes, e
a justificativa sempre era um crime contra o estado ou obra da insanidade de
algum marginalizado, se alguém pensasse algo contra o estado, esse alguém era
investigado, perseguido, preso, torturado, punido, ou seja, morto, não existia
defesa e nem enganos, qualquer suspeito poderia se considerar culpado, e assim,
punido, a melhor coisa a se fazer era não fazer nada, e mesmo assim ainda
corriam riscos. Liev Demidov fazia parte dessa máquina, cumpria suas ordens
cegamente, até que um dia ele acorda, e passa a duvidar de tudo o que sempre
julgou ser a verdade absoluta, e entra em uma busca desenfreada pela justiça,
essa que só ele pode fazer, e em busca dessa justiça ele encontra a si mesmo.
Um livro maravilhoso, onde o personagem principal não é
quem parece ser, e a vida dele não é o que ele acredita que é. O romance já foi
vendido para o cinema, onde espero ansioso para ver no que vai dar, será que
vão conseguir transferir para película toda a emoção, ritmo e universo que o
livro traz? Isso não será difícil, levando em consideração que o livro é muito
bem escrito, inclusive cronologicamente, conseguimos facilmente imaginar cada
capítulo da obra como sendo uma tomada de uma grande obra cinematográfica.
Claro que aqui tenho os personagens que mais me afeiçoei,
como a Raíssa e o Sargento Nesterov, fundamental em toda a trama, e também,
claro, o próprio Liev.
Frase interessante que não está no livro, mas o
representa bem: “Um dia da caça, outro do caçador”.

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